Bailarina do Faustão e Panicat falam sobre assédio

Erika Schneider revela que sofria assédio mesmo antes de estar na televisão e relata que mulheres precisam provar três vezes mais sua capacidade profissional em um mundo machista

No Dia Internacional da Mulher, a bailarina do Faustão Erika Schneider revelou que antes de integrar o balé mais famoso da televisão brasileira, já sofria assédio e preconceito em seu ambiente de trabalho, simplesmente por ser mulher: 
“Antes de ser bailarina do Domingão do Faustão eu trabalhava em um banco de investimentos, e sentia que havia olhares direcionados pra mim, principalmente por trabalhar em um meio que 80% são homens. Hoje sinto que por ser mulher e estar exposta acabamos tendo que provar para as pessoas o tempo todo nossa capacidade, três vezes mais”.
Sobre o preconceito com mulheres que estão na televisão, Erika revela que é uma prática cultural e que os julgamentos são infelizmente uma realidade: “?? como se já estivesse enraizado dentro de algumas julgar as mulheres que trabalham na televisão. Infelizmente, o preconceito sempre rola, ainda mais a gente que trabalha dançando e com roupa curta. Simplesmente nos julgam sem saber da nossa vida, de onde viemos e nossas outras realizações. Mas sigo em frente, fazendo o meu trabalho e rompendo barreiras. Meu trabalho fala por mim”.

Wendy Tavares é uma influenciadora digital seguida por mais de 1 milhão de pessoas e rainha de bateria do carnaval paulista, tida como um referencial de beleza feminina. No Dia Internacional da Mulher, a modelo revela pela primeira vez que quase se tornou vítima de estupro na infância e exalta a luta das mulheres por igualdade e direitos, que lutam para que casos como esse de assédio parem de acontecer e que os criminosos sejam punidos.
A modelo relata o que viveu quando tinha apenas 10 anos: “Eu estava na missa e, na saída da igreja, um senhor mais velho me seguiu até a frente da minha casa, e tentou me fazer beijá-lo na boca e abraçá-lo. Eu recusei e fui contar ao meu pai e a minha mãe sobre o ocorrido. Minha família foi até a polícia e deu parte deste senhor, que acabou detido. Verificaram que ele já tinha passagem por dois casos de estupro, e provavelmente eu seria a terceira vítima. Este foi  o primeiro caso de assédio que sofri na vida e nunca falei publicamente sobre isso antes”, revela Wendy.
Para ela, a data do Dia Internacional da Mulher serve como um memorial da luta das gerações anteriores por liberdade e direitos, e também um alerta para que casos como o que viveu na infância não se repitam: “a sociedade precisa entender que os homens não podem fazer o que quiserem impunemente. Nós não aceitaremos ser tratadas como objetos. Cada dia mais a mulher conquista seu espaço e mostra que é capaz sim de mostrar sua força e ser independente”. 
Wendy acredita que a data refere a um futuro próximo e ideal de igualdade dos gêneros : “Eu acho que a mulher já encontrou o lugar dela na sociedade e não está mais submissa, hoje está na mesma altura do homem, não vejo diferenças. Eu não sou feminista ao ponto de achar que há um protecionismo aos homens, pois hoje a disputa é a mesma, seja no mercado de trabalho ou no dia-a-dia, porque as despesas são iguais, e as mulheres estão cada vez mais trabalhando fora para ajudar seus companheiros. Viva a igualdade”, conclui.

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