Artigo: Oposições sem rumo

As oposições, quando não estão penduradas na toga de Joaquim Barbosa, estão no banco de carona de alguma teoria apocalíptica de rodapé de jornal – teorias que apresentam futuros catastróficos para a economia do país apesar de os brasileiros viverem materialmente mais confortáveis do que viviam há dez anos. A oposição institucional navega nesses mares, ignora a missão de apresentar soluções reais para problemas reais e se concentra nas críticas moralistas e “administrativistas”.
Conservadores, do campo moral, resolveram abraçar candidaturas exóticas. Denise Abreu, a nulidade representante de classe, e nada mais. Jair Bolsonaro, o bufão reacionário incapaz de agregar valor. Pastor Everaldo, o que se candidata para receber para sair do páreo. Ronaldo Caiado, o que não tem força no partido e notório por defender latifúndios de sua família. 
As oposições estão travadas porque repetem os velhos vícios das elites reacionárias. Com preguiça de fazer POLÍTICA, nossas elites tradicionais usaram os militares como muletas no golpe de 1964. As viúvas daquele tempo, em nome da ???ordem???, conclamam novamente os fardados ou esperam pelos grupos de comunicação e pelo judiciário.
Sem espaço nos movimentos organizados da sociedade e fora da máquina federal, o PSDB utiliza os instrumentos (mídia, moralismo de goela, judiciário, grana etc) das elites reacionárias. Mas está em baixa com elas porque não comunga de seus valores e perdeu três eleições seguidas para o PT. O PT engoliu parte desses aliados dos tucanos. A oposição representada por Aécio Neves é cordial e vazia de conteúdo. Não debate. Não propõe. Aposta no acaso. 
A turma do discurso conservador odeia testemunhar ganhos reais da população mais pobre. Os “patrimonialistas” querem o Estado de volta exclusivamente a serviço de seus interesses. Os conservadores ideológicos consideram insuportável o ingresso das massas no ensino superior (público e privado) e sentem comichões ao verem os aeroportos repletos de pobres e o Estado direcionado a ampliar o acesso dos descamisados à casa própria e à renda básica. (Esse discurso anti-pobre, caldo para uma institucionalidade pouco generosa, está presente nas entranhas da classe média e ganha o coração até mesmo de pobres).  
A direita brasileira não tem discurso nacional porque não se preocupa com o povo e sim com seus interesses paroquiais. A parte ideológica não tem visão nacional porque não arreda o pé de sua fé arrogante no liberalismo – que não deu certo integralmente nem mesmo em seu berço: os Estados Unidos. A centro-esquerda abriu mão de certos dogmas socialistas e adequou-se à realidade do mundo e do país, a direita ainda não tem uma elite intelectual e política racional capaz de operar o mesmo empreendimento no campo liberal. A direita odeia política e, por isso, não se organiza. Por não se organizar e por viver de costas para o povo, PERDE. Resta ainda às elites contrárias à ascensão do povo a um patamar de vida melhor o dinheiro como instrumento de compra de consciências e espaço. Resta saber até quando. 
?? negativo o saldo das oposições ao petismo e às esquerdas, em geral. Não conseguem produzir nada de consistente nem com o governo vulnerável, nunca antes na história “deste” país as oposições foram tão ruins. 

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