Artigo- Hospitalidade com chapéu alheio

Vergonhosa a declaração da presidente Dilma Rousseff  quando afirma que o Brasil é um país hospitalerio  e que  isso faz parte da cultura da população brasileira. Só faltou dizer que  os estrangeiros serão recebido com banda e fogos de artifícios. Ainda afirma: ¨Não negamos os conflitos, temos que aprender a conviver com eles” e “não há nenhuma vergonha nisso, vergonhoso seria não reconhecê-los e não buscar soluções”.

 Vejam só essa notícia: ¨ O Brasil tem a triste honra de figurar entre os países mais violentos do mundo. Um estudo da ONG mexicana Conselho Cidadão Para a Segurança Pública e Justiça Penal apontou que, das 50 cidades mais violentas do mundo, 16 são brasileiras. Nove delas estão na região Nordeste, três na região Norte, duas na região Centro Oeste e duas na região Sudeste.

A média entre essas cidades é de 50,9 assassinatos por 100 mil habitantes. ?? muito menos que a cidade hondurenha de San Pedro Sula, que encabeça o ranking com 187,14 assassinatos por 100 mil habitantes, mas o Brasil é responsável por quase um terço das cidades mais violentas. ???Pensamos que ninguém, nem governantes e nem governados, queiram que suas cidades figurem no ranking e que, se sua cidade já está, que façam o máximo esforço para que ela saia o quanto antes possível???, diz o relatório.

 Solução oferecida pelos governantes: ¨ Polícia do Rio treina com FBI e polícia dos EUA para a Copa. Objetivo é aperfeiçoar atuação para conter distúrbios civis em grandes eventos, leia-se Copa do Mundo! Prioridade da presidente: ¨O governo federal gastou R$ 2,3 bilhões para veicular propaganda em 2013. O valor é o maior já registrado desde 2000, quando começou a ser divulgado esse tipo de dado. Até o atual recorde estabelecido pela presidente Dilma Rousseff, o maior gasto havia sido o de 2009, sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com R$ 2,2 bilhões¨.

 Como então irão cessar os atos cívicos que tomam as ruas do país!? A luta é por saúde e educação de qualidade, por moradia e segurança para todos. Gastos represados ás vésperas das eleições soa mais como casuísmo dirigido, direcionados como instrumento eleitoreiro a exemplo da distribuição de verbas para  o bolsa família (bolsa esmola) que limita-se a  um mínimo para se adquirir alimentos aos milhões de miseráveis. Necessário agregar educação com preparo técnico/profissional para a efetiva integração ao mercado de trabalho, dando-lhes a real e verdadeira independência sócio/política…  Certamente, de posse do conhecimento a que referimos, estes milhões de alienados estariam livres dos coronéis e do voto de cabresto a que se sujeitaram esses eleitores que nada entendem de hospitalidade mas, entendem muito bem de abandono num Brasil em que se joga com a vida como se fosse uma partida de futebol!

                    PAULO CESAR CASSIN

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