Aposentadorias precoces prejudicam fechamento de contas

O Congresso Nacional estuda votar ainda neste ano a reforma da Previdência, na tentativa de frear o rombo no setor. Segundo dados do Governo Federal, o déficit previdenciário deve ultrapassar os R$ 181,6 bilhões. O ex-ministro de Previdência Social José Cechin diz que é preciso que o País estipule um teto para quem quer se aposentar, hoje inexistente. ???O Brasil é um dos poucos países que não tem idade mínima para efeito de aposentadoria. Portanto, introduzir essa idade mínima universal, para todos, é um passo muito importante numa reforma.??? A ideia é que homens se aposentem aos 65 e as mulheres, aos 62.

Para 2060, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta 24 jovens economicamente ativos estarão trabalhando para pagar a aposentadoria de 63 idosos. O IBGE mostra, também, que o número de pessoas idosas cresceu 16% entre 2012 e 2016. As taxas de vida e de sobrevida também aumentaram ??? em 2015, uma pessoa com 60 anos tinha chance de viver mais 22,1 anos e em 2060 pode chegar a viver 25,2 anos a mais.

População idosa no Brasil
As regiões brasileiras apresentaram crescimento na população de idosos em 25 anos. A região Sudeste, por exemplo, passou de 8,4% para 15,7% em 2015. O número de beneficiários idosos com 60 anos ou mais era de 5,7% e passou a ser de 11,6%. Já no Sul, a população idosa pulou de 7,8% em 1992 para 16% há dois anos, sendo 12,2% o percentual de idosos com 60 anos ou mais beneficiados com pagamento de aposentadorias.

A região Norte saltou de 5,1% para 10,1% em 2015 no número de idosos na população total. O número de beneficiados com aposentadorias em 25 anos foi de 3,2% para 6,8%. No Nordeste, o número de idosos atualmente corresponde a 13,4% da população total, sendo que os beneficiários chegam a 10,5% – antes, eram 5,7%. No Centro-Oeste em 1992, a parcela idosa da população chegava a 5,3%. Em 2015, passou a ser de 12,2%. O número de beneficiários com 60 anos ou mais foi de 3,4% para 8,5% nesse mesmo intervalo.

As mulheres também já são maioria nessa estatística. Na década de 90, elas representavam 42,4% da população aposentada com 60 anos ou mais. Há dois anos, as mulheres ultrapassaram os homens nessa contagem, chegando a 50,4%.

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