Americana com 15 casos de meningite. Uma morte

A Secretaria Municipal de Saúde informa que Americana está com 15 casos confirmados de meningite, notificados entre os dias 1º de janeiro e 12 de março. Desse total, um caso foi a óbito, uma criança de 12 anos, do sexo feminino, moradora do bairro Vila Amorim.
Apesar dos números, a Secretaria de Saúde esclarece que não há motivo para pânico e que também não será necessário suspender as aulas na rede municipal de ensino, visto que não há nenhuma recomendação para suspensão das atividades escolares independente do tipo da meningite, por se tratar de um agravo em que o ambiente não exerce o papel principal na cadeia de transmissão, uma vez que o contágio ocorre por contato direto com gotículas da pessoa infectada.
Vale destacar que os casos notificados não configuram surto da doença, já que eles não possuem relação entre si. O aumento se deve a fatores como a sazonalidade (período em que há maior incidência), picos de queda na temperatura durante as últimas semanas, fazendo com que as pessoas ficassem mais aglomeradas, além de uma maior sensibilidade dos serviços de saúde do município em suspeitar a doença. Apesar de a meningite ocorrer com mais frequência durante o outono e inverno, seu contágio pode acontecer em qualquer período do ano.
Sobre as notificações, a vigilância adotou todos os protocolos de investigação e acompanhamento aos pacientes e familiares, conforme as diretrizes técnicas do Ministério da Saúde. Além disso, profissionais do setor realizaram encontros com professores e pais de alunos nas unidades escolares em que houve registro de crianças com suspeita ou mesmo com o contágio confirmado.Os encontros têm sido para esclarecer os pais e responsáveis sobre a condução dos casos pelo órgão municipal, além de informá-los sobre a importância da vacinação e também orientá-los sobre medidas para evitar o contágio, como lavar bem as mãos, não compartilhar copos, pratos e talheres, manter os ambientes ventilados, entre outras.
A classe médica também vem sendo informada, por meio de comunicados emitidos pela vigilância, a fim de que as unidades de saúde permaneçam em alerta e suspeitem casos de meningite, dengue, coronavírus, sarampo, febre amarela, os diversos tipos de influenza entre outras doenças transmissíveis, de forma a obter um diagnóstico rápido e, consequentemente, a intervenção assistencial adequada para evitar um prognóstico ruim aos possíveis portadores dessas patologias, além de se evitar a disseminação das mesmas.
A vigilância esclarece ainda que a profilaxia com uso de antibióticos específicos, apenas é recomendada quando há caso confirmado de meningite bacteriana provocada pelas bactérias Neisseria meningitidis ou a Haemophilus influenzae e mesmo assim, quando o caso comprovadamente se enquadra em critérios técnicos que exijam tal medida. Abaixo, a descrição dos casos notificados:

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