Alunos da Emef Paulo Freire participam de aulas de canto

Aproximadamente 100 alunos das primeiras às oitavas séries da Emef (Escola Municipal do Ensino Fundamental) Paulo Freire, do bairro Parque Novo Mundo, iniciaram aulas de canto e musicalização no projeto, “Musicalizando”, coordenado pelo músico e regente de Coral, Adilson Gombradi.

Segundo Gombradi o objetivo é que o aluno tenham a oportunidade de contato com diversos instrumentos e também das nomenclaturas técnicas de música por meio da musicalização, despertando o bom gosto pela música de qualidade. “Minha intenção é colocar o aluno em contato com a música, com os instrumentos musicais e o vocabulário musical. Você pergunta para eles o nome do som de um instrumento e eles sabem reconhecer, pelo som, se é grave ou agudo. Precisam saber como se toca um instrumento, o projeto não é para formar profissionais da música, e sim dar a eles o conhecimento do mundo musical”, afirmou.

O regente utiliza repertório de Coral apenas com os alunos de 7 a 15 anos. “O repertório é o mais diversificado possível para que tenham conhecimento dos mais variados estilos musicais, até mesmo em idiomas diferentes como em Congolês e inglês”, disse Gombradi. “Na Emef Paulo Freire estamos trabalhando para a montagem de um coral e pretendemos antes do recesso de julho fazer uma apresentação.”

Durante as atividades, o regente passa a teoria de forma explicativa e não técnica. “Procuro exemplos, apenas de acordo com que aparece durante as aulas, canto e demonstração por vídeos”, ressaltou. “Percebo neles uma vontade muito grande, e uma atenção com carinho também, temos que aproveitar a curiosidade deles para ensinar.”

Gombadi desenvolve ainda o projeto, “Musicalização Infantil”, oferecido a três Escolas Municipais de Educação Infantil, Emei, para crianças de 4 a 5 anos de idade. Participam do projeto cerca de 300 crianças das Emei Carandá, (Mathiensen), Emei Cunhatai (Alvorada) e Casa da Criança Tahira (Ipiranga). Segundo Gombradi o objetivo é fazer com que as crianças tenham contato com os diversos tipos de sons e a música. Esta possibilidade permite às crianças ampliar sua linguagem visual, corporal, oral e melhora a sensibilidade do aluno. “Não é ensino de teoria musical e nem formação de instrumentista. ?? colocar a criança em contato com a música”, disse o regente.

Para o regente a música é transformadora. Segundo ele as crianças prestam 100% de atenção em suas aulas, que duram de 20 a 30 minutos, lembrando que se tratam de alunos de 4 e 5 anos de idade. “Eles têm uma capacidade de aprendizagem enorme. Na aula eles se comportam como se tivessem mais idade, a atenção é muito interessante.”

Os próximos passos do maestro serão revelar um pouco da teoria musical. Ele começará a mostrar os instrumentos ??? em forma de vídeo, cartaz, livros ??? como violino, contrabaixo, viola, violoncelo (os de corda) e depois os de sopro como flauta, trompete, tuba, etc. “E chego na parte que eles se mostram mais empolgados: os instrumentos de percussão. Toda escola tem um kit de bandinha que vou utilizar”, afirmou. Segundo Gombradi a reação deles à percussão é fascinante. O interesse dobra. “Com os instrumentos de percussão todos querem participar.”

Gombradi tem percebido que os alunos ficam mais empolgados com as ações com o decorrer das atividades. Após algumas repetições as crianças conseguem sozinhas cantar a música, com toda a letra memorizada. “No geral não ensino só a cantar. A musicalização os faz entender um pouco mais desse processo do que seja a música. Eles se educam musicalmente. Acredito realizar uma ponte com a alfabetização, o que acaba se tornando um enredo complexo”, afirmou.

Gostou? Compartilhe!

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

Siga-nos

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE