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Aids em mulheres paulistas cai 50%

Os casos de Aids no público feminino caíram pela metade no Estado de São Paulo em uma década. ?? o que mostra balanço do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Em 2007, 3.030 mulheres foram diagnosticadas com AIDS em SP, e representavam 35% do total dos casos em ambos os sexos. Esse número caiu para 1.707, em 2016, e o percentual passou a ser 25% entre a população total. O balanço preliminar de 2017, que considera o primeiro semestre, é de 781 casos em mulheres.
A queda de aproximadamente 50% é similar nas demais faixas-etárias, incluindo o grupo com predominância ??? mulheres com idade entre 30 e 39 anos, que representam cerca de 1/3 dos casos notificados entre o público feminino. Em 2016, foram diagnosticadas 504 pacientes nessa faixa, contra 1.053, dez anos antes.
Por outro lado, o número entre as idosas de 60 a 69 anos aumentou de 103 para 136 casos positivos (32%), no período. “Esse aumento está relacionado ao retorno de uma vida sexual mais ativa entre a população idosa, mas também pode estar relacionada à falta de discussões sobre a necessidade de proteção ainda no início da vida sexual dessas pessoas”, explica Rosa Alencar, médica infectologista do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids.
O total de casos de Aids em homens também apresenta queda ??? de 7%, com uma redução de 5.465 casos para 5.087, na década. No primeiro semestre de 2017, foram 2.404 casos entre o público masculino. Os casos, com maior concentração na faixa-etária de 30 a 39 anos, tiveram queda de 1.995 para 1.619, comparando-se 2007 e 2016.
Em contrapartida, outras faixas-etárias indicam aumento no número de diagnósticos de casos de Aids. Houve um crescimento de 167% entre adolescentes de 15 a 19 anos do sexo masculino, com um salto de 43 para 115 casos nesse intervalo. Entre jovens de 20 a 24 anos, de 303 para 584 casos (93%). Assim como no público feminino, houve alta entre homens idosos (de 60 a 69 anos), passando de 147 para 193, um aumento de 31%.
Para Alencar, além de informações sobre como se prevenir, é importante que haja espaços para que os jovens possam conversar sobre sexualidade. “Eles precisam ver o sexo seguro como uma questão importante de saúde e a prevenção como uma forma de cuidar de si mesmo e dos seus parceiros”, destaca a médica. “Realizar os exames de diagnóstico e dar inicio ao tratamento de forma rápida aumenta as chances de o paciente ter uma maior qualidade de vida e de evitar a transmissão do vírus”, explica a médica.
Considerando ambos os sexos, em todo o ano de 2016 foram registrados mais de 6.794 diagnósticos de Aids no Estado, 20% menos que dez anos atrás, quando ocorreram 8.495 casos. De janeiro a junho de 2017, foram 3.186 casos.
O número total de óbitos também caiu 23%, no período. Em 2007 foram 3.264 mortes, contra 2.508 em 2016. Aproximadamente metade dos óbitos por aids no Estado estão relacionados ao diagnóstico  tardio   da  infecção, que pode ser evitado com a realização da testagem, que é gratuita e disponível em toda a rede pública de  saúde.
No Estado de São Paulo é possível realizar o teste rápido de HIV em mais de 4 mil unidades de saúde. Mais informações estão disponíveis em: http://www.saude.sp.gov.br/centro-de-referencia-e-treinamento-dstaids-sp/. O Programa Estadual de DST/Aids disponibiliza ainda um canal de orientações sobre testagem por meio de ligações, através do Disque DST/Aids: 0800 162 550.

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