Aceitação: caminho para envelhecer com saúde

Uma das coisas que as pessoas mais querem saber é como conseguir um envelhecimento bem sucedido. Pois bem, para isso acontecer é necessária a somatória de vários fatores ou tomadas de atitudes que resultarão numa fase saudável, equilibrada, com autonomia e independência.  

Dentre esses fatores, temos a importância da alimentação, prática de exercícios físicos regulares, atitudes e pensamentos positivos, estimulação cognitiva constante, convívio social… Esses assuntos são frequentemente abordados em artigos relacionados a esses temas; assim sendo, não trataremos deles nesse texto. 
Quero me ater num dos pontos que podem afetar muito a qualidade do envelhecimento: os altos índices de ansiedade. Mais que isso, ressalto a questão da não aceitação como fator gerador deste comportamento, podendo prejudicar significativamente a percepção do envelhecimento, bem como diminuir a funcionalidade de funções executivas cerebrais.  
O processo de envelhecimento humano, por ocorrer num ser biopsicossocial e cultural, envolve uma série de mudanças multifacetadas. No entanto, algumas pessoas têm grande dificuldade de aceitá-las.  
O pesquisador Nahas, em seus trabalhos, comenta que essa dificuldade em aceitar as mudanças físicas e funcionais gera angústia e, muitas vezes, pode agravar os quadros de ansiedade e depressão, podendo representar um comportamento perigoso e incapacitante.  
Miriam Goldemberg também aborda essa questão em seus trabalhos sobre velhice citando, inclusive, que o Brasil é um dos primeiros no ranking em intervenções estéticas e, não por acaso, está entre os primeiros também em altos níveis de transtornos relacionados à ansiedade. 
Por mais que tentemos negar ou esconder, as mudanças acontecerão, inevitavelmente. O que precisamos frente a isso é desenvolver nosso potencial de resiliência. Esse tipo de plasticidade é caracterizada pela nossa capacidade de enfrentar as mudanças/problemas e, mesmo assim, continuarmos a seguir com as adaptações. 
Dentro desse contexto, muitos trabalhos científicos vêm mostrando que o envolvimento em atividades em grupos que possibilitem o convívio social e promovam a estimulação cognitiva de maneira específica podem favorecer muito a ressignificação frente ao processo de envelhecimento. 
O tempo passará para todos. Aliás, privilegiados são os que estão aqui para perceber essa passagem do tempo. A partir disso, como enfrentamos esse passar do tempo e como o viveremos podem ser determinantes para um envelhecimento bem sucedido na sua mais ampla definição.  
Finalizo o nosso texto de hoje com uma frase do filósofo Sêneca: “Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la…”  
Até a próxima! Namastê! 
Alessandra Cerri é sócia-diretora do Centro de Longevidade e Atualização de Piracicaba (Clap)  

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