Saúde

Diabetes e mortes pela doença crescem em Campinas

Publicado em 2018-11-13 10:04:39 Atualizado em 2018-11-13 10:04:39 (325 visualizações)

Com mais de 12,5 milhões de diabéticos, o Brasil ocupa atualmente o quarto lugar no ranking dos dez países com o maior número de pessoas com a doença, e essa estatística deve dobrar nas próximas três décadas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), chegando a 24 milhões até 2045. A estimativa da Secretaria Municipal de Saúde é de que Campinas tenha 100 mil diabéticos, o que representa 8,4% da população. No ano passado, o número de mortes na cidade em decorrência da doença aumentou 21% (foram 161 óbitos em 2016 e 195 em 2017). No próximo dia 14 de novembro, Dia Mundial da Diabetes, uma série de ações vai alertar a população sobre riscos, sintomas, prevenção e tratamento.
“Vivemos hoje uma epidemia de diabetes e mais da metade dos diabéticos não sabe que tem a doença, portanto, não faz o controle adequado. A diabetes é hoje a principal causa de cegueira no País, responsável por muitos casos de amputação de membros inferiores e está entre os principais fatores que levam ao infarto e à insuficiência renal”, afirma a médica nefrologista Maria Gabriela Rosa, do Instituto Nefrológico de Campinas (INC Nefro).
A desinformação, segundo a especialista, contribui para a escalada das estatísticas. “Uma pesquisa divulgada em julho deste ano mostrou que três em cada quatro brasileiros não consideram a diabetes uma doença grave. Outro estudo, feito em maio em 153 cidades, revelou que a maioria da população conhece muito pouco sobre a diabetes. Só 1% dos entrevistados, por exemplo, sabia que pode provocar a perda das funções dos rins”, afirma a médica.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), 25% das pessoas com diabetes tipo 1 e entre 5% e 10% dos diabéticos com o tipo 2 da doença desenvolvem insuficiência renal. Em países europeus e nos Estados Unidos, é causa de até 80% dos novos casos.
A diabetes é uma doença em que há aumento da glicose (açúcar) no sangue e está associada especialmente à obesidade ou sobrepeso, sedentarismo, maus hábitos alimentares e ao envelhecimento da população. Pessoas com histórico na família também estão mais propensas a desenvolver a doença.
O tipo 2 é o mais comum e representa cerca de 90% dos casos. O tipo 1 atinge principalmente crianças e adolescentes. Durante a gravidez, também pode ocorrer a diabetes gestacional, com a elevação da quantidade de açúcar no sangue e que, geralmente, se normaliza após o parto.
Entre os sintomas, estão a perda de peso, sonolência e cansaço, formigamento nas mãos ou nos pés, alterações na visão, sede, aumento na vontade de urinar, enjoo e dores de cabeça. A doença pode ser detectada com exames simples que investigam a presença de açúcar na urina e medem a quantidade desta substância no sangue. 
A diabetes não tem cura, mas pode ser prevenida e controlada com a adoção de hábitos de vida saudáveis, com alimentação equilibrada e prática de exercícios físico, e, quando necessário, com medicamentos, como a insulina.  
Neste ano, o Dia Mundial da Diabetes destaca a importância da família no apoio e cuidados. Declaração do médico: “Essa rede é muito importante porque ajuda não só nos resultados do tratamento, mas também alivia a carga emocional trazida pela doença”, afirma a médica Maria Gabriela.

SAIBA MAIS
A diabetes é um conjunto de doenças causadas pela falta de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. Essa alteração no metabolismo afeta a queima do açúcar e sua transformação em músculos, proteínas e gorduras, entre outras substâncias. A concentração de glicose no sangue provoca inflamação e degeneração das artérias e danos nas terminações nervosas. Esse processo, se não for controlado, pode afetar diversos órgãos e provocar insuficiência renal, infarto, cegueira, impotência sexual, derrames cerebrais e feridas que demoram a cicatrizar, especialmente nos pés.


Sobre o Instituto Nefrológico de Campinas (INC Nefro)
O Instituto Nefrológico de Campinas é referência no atendimento a pacientes renais crônicos na cidade e região. Pioneiro em inovação tecnológica, dispõe de equipamentos para hemodiálise e hemodiafiltração de última geração, proporcionando atendimento de ponta, segurança e conforto aos pacientes durante o tratamento. Localizado no Cambuí, possui sala especial para hemodiálise, hemodiafiltração e diálise peritoneal, e conta com nefrologistas experientes, com mais de 20 anos de atuação na área. O INC valoriza o tratamento integral, humanizado e personalizado e, além do Ambulatório de Nefrologia, possui equipe multidisciplinar em nutrição, psicologia, assistência social, avaliação e tratamento dos distúrbios minerais e ósseos da doença renal. O Instituto fica na Rua Barreto Leme, 1.846.

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