Política Crítica

O trânsito de Americana

Por Juliano Schiavo

Publicado em 2018-04-16 07:21:04 Atualizado em 2018-04-16 07:21:04 (506 visualizações)

Quando falamos no trânsito em Americana, falamos de algo muito comum em cidades que nunca foram planejadas para comportar o tráfego atual. A cidade é fruto de uma história, uma cultura, uma construção social e, portanto, traz raízes desde sua fundação. Não podia ser diferente: quem imaginava, há 100 anos, que haveria na cidade 174 mil veículos? Não é à toa que as ruas são estreitas e, em alguns bairros, ao se estacionar carros dos dois lados de uma via com mão dupla é impossível transitar. São marcas do passado que refletem no presente.

Recentemente, Americana passou por mudanças em seu trânsito, com alteração do sentido de direção das ruas. De certa forma, elas trouxeram uma maior mobilidade. Adaptou-se uma espécie de sistema binário, em que uma rua tem um sentido e a outra o sentido contrário. Antes, era preciso andar três quadras para poder retornar e estas alterações facilitaram a vida dos motoristas.

O problema que se instaura não é mudança em si, mas sim a falta de planejamento na implantação das alterações. Lembro-me muito bem que, no sábado (24/02), quando alteraram o sentido das ruas, não havia placas indicativas de alteração em pontos cruciais e, muito menos, a presença agentes de trânsito para orientar. Não deu outra: houve acidentes.

O mesmo problema ocorre quando vai ser feita uma obra: começam a executá-la, mas sem pensar e indicar caminhos alternativos para quem transita naquela via. Ou ainda, não colocam sinalização para informar que, naquele local, há uma mudança. Esperam pelo pior acontecer. Foi a mesma coisa quando recapearam as ruas que dão acesso ao viaduto Abdo Najar: foi feita uma obra necessária, mas os sinais de trânsito, como os Pares, não foram indicados por dias e mais dias.

Se a proposta da Unidade de Trânsito e Sistema Viário é melhorar a mobilidade e pensar na segurança dos motoristas, a segunda proposta não tem sido bem executada. Não seria o momento de repensar as ações, de forma a priorizar a segurança também?  

Juliano Schiavo é jornalista, escritor, biólogo e mestre em Agricultura e Ambiente
www.julianoschiavo.wix.com/livros
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