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Alunos do Caic montam uma galeria de arte com obras de Debret

Publicado em 2019-05-16 11:14:42 Atualizado em 2019-05-16 11:14:42 (263 visualizações)

Um corredor do Centro de Atendimento Integral à Criança (Caic), do bairro Jardim da Paz, em Americana, foi transformado em uma galeria de arte com 55 quadros de um pintor que viveu no Brasil por alguns anos século no XIX: Jean-Baptiste Debret.

A ideia da galeria de arte nasceu a partir das discussões do professor de história da escola, Juscelino Lino, com os alunos dos oitavos anos (13 e 14 anos de idade) sobre escravidão no Brasil Colônia, em que foi citada a importância da obra de Debret para contextualizar a época. 

Como os alunos ficaram curiosos com o pintor, o professor resolveu separá-los por grupos e iniciar um levantamento histórico. "Pesquisaram a história de Debret e sua obra. Depois compartilharam o conteúdo sobre a escravidão no Rio de Janeiro, no Brasil Colônia", disse Lino. Segundo o professor o material ficou muito rico e, desta maneira, veio o desejo de montar o projeto, "História do Brasil colonial sob as mãos de Debret".

Durante dois meses, 120 alunos estudaram, discutiram e abordaram a escravidão no Brasil a partir das perspectivas das obras de Debret. Foram levantados dezenas de quadros do pintor. "Estava tão bonito o trabalho que dei a ideia da instalação de uma galeria de arte na escola. Eles se envolveram, adoraram a proposta e começamos a montar o cenário", disse o professor.
 
O professor tirou cópia dos quadros na internet com a ajuda dos alunos. Foram coladas molduras nas obras e os alunos iniciaram a montagem da galeria. "Foi tudo feito com muito cuidado pelos alunos. Eu apenas coordenei. Fizeram a iluminação incidental com luzes vermelhas e azuis na galeria, cobriram a passagem com um tapete, e nas laterais das paredes, colocaram os quadros", revelou. Por baixo do tapete os alunos colocaram milho, feijão e pedrinhas. Na entrada da galeria do aluno tinha que tirar o sapato. Desta forma quando ele passasse descalço pelo tapete perceberia a sensação de quando os escravos andavam pelo Rio de Janeiro.

Quanto tudo ficou pronto, os alunos do Caic foram convidados para ver a exposição. A abertura da mostra aconteceu na sexta-feira (10/5). Na sala ao lado da galeria dois alunos, vestidos com trajes típicos da época do Brasil Colônia, recebiam os colegas e explicavam o que era o projeto. A escola tem aproximadamente 400 alunos.
 
A aluna Debora Hatz, de 13 anos de idade, gostou muito de ter visitado a galeria. "Saiu do cotidiano, da aula normal. A pesquisa ficou muito interessante. Estudamos a história de uma maneira bem diferente", afirmou. A aluna Raissa Marques considerou que o projeto lhe permitiu ter mais conhecimento da época da escravidão. "Eu achei muito legal. Saímos da zona de conforto adquirindo mais conhecimento de uma maneira bem interessante. A exposição é uma maneira divertida de se aprender", lembrou.

"O importante foi o protagonismo juvenil. Eles foram os autores da pesquisa, do conhecimento, da busca do aprendizado. Não imaginava que chegaria a este ponto. Foi uma surpresa agradável. Eles têm consciência que existe uma história que deve ser estudada, disse o professor.

Os alunos do Caic continuam visitando a galeria de arte até o dia 17 de maio. "A galeria mostrou que as obras de artes preservam a história como patrimônio. Preservamos nossa memória por meio das obras de arte", lembrou o professor.

Jean-Baptiste Debret - Foi um importante artista plástico (pintor e desenhista) francês. Nasceu em 18 de abril de 1768, em Paris, e faleceu na mesma cidade em 28 de junho de 1848. Debret integrou a Missão Artística Francesa que chegou ao Brasil em 26 de março de 1816. Suas obras formam um importante acervo para o estudo da história e cultura brasileira da primeira metade do século XIX. Viveu 15 anos no Brasil (até 1831), onde organizou sua grande obra: o livro ilustrado Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. Nesta obra apresenta diversas pinturas sobre o povo brasileiro, paisagens, sociedade, cultura e arquitetura do Brasil. As 153 pranchas foram acompanhadas por textos descritivos. Nos anos de 1834, 1835 e 1839 publicou na Europa, respectivamente, os três tomos da obra.

 
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