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Heróis sem capa, por Chico Sardelli

Bombeiros em Brumadinho

Publicado em 2019-02-10 14:00:05 Atualizado em 2019-02-10 14:00:05 (368 visualizações)

“O amigo certo, nas horas incertas”. Esse lema dos Bombeiros Militares de Minas Gerais não poderia ser mais providencial neste momento de grande dor em Brumadinho após o rompimento da barragem de rejeitos da mina do Córrego do Feijão, operada pela mineradora Vale.  A avalanche de lama deixou mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos.

Os trabalhos ainda demandam muito tempo e não há prazo estabelecido para que sejam encerrados, segundo o Corpo de Bombeiros. São esses heróis sem capa, mas que vestem fardas, que fazem toda a diferença diante de uma ocorrência de grandes proporções como essa em Brumadinho, assim como foi no desastre em Mariana, também com o rompimento de uma barragem, ou em casos de acidentes aéreos ou nos maiores incêndios que chocaram o Brasil.

Em Brumadinho, os heróis estão literalmente dentro da lama. Nos primeiros momentos resgatando pessoas com vida e outras infelizmente já mortas e agora na busca dos desaparecidos.  Permanecem na luta para que as famílias possam ter uma despedida digna de entes queridos. Em uma operação tão difícil como essa, exaustos fisicamente e emocionalmente, com poucas horas de sono por dia, continuam tratando a todos com paciência, serenidade e tolerância, especialmente àqueles que buscam informações sobre mortos ou desaparecidos. Com sacrifício da própria vida defendem a nossa gente.

Os bombeiros militares de Minas Gerais vêm trabalhando em Brumadinho com atraso salarial desde 2016 e o pagamento do 13º salário de 2018 foi adiado pelo governo e parcelado em 11 vezes. Os nossos heróis estão pagando uma conta muita alta pelas más gestões no governo de Minas Gerais.

Destaco também a atuação de todos os voluntários, inclusive do Estado de São Paulo, que foram para Brumadinho ajudar aquela comunidade. É um apoio de valor inestimável, seja com donativos, carregando os caixões, com palavras de conforto ou orações. Que sensibilidade daqueles que montaram uma lavanderia ao fundo de uma igreja evangélica para lavar a roupa dos bombeiros, completamente suja por lama. Sem dúvida existe um novo ânimo para enfrentar mais um dia difícil pelo menos começando com a roupa limpa. Esse é apenas um exemplo das muitas ações de solidariedade que temos notícia em Brumadinho.

Os bombeiros de Minas Gerais e outros Estados merecem todo reconhecimento. O colunista Juan Arias, do jornal El País, sugeriu que o Prêmio Nobel da Paz seja entregue aos bombeiros que participam das buscas para resgate de vidas e de corpos em Brumadinho.  A proposta ganha grande apoio nas redes sociais, porque realmente são merecedores de todas as homenagens. Nossa gratidão e respeito a esses valorosos e verdadeiros heróis.

** Chico Sardelli é deputado estadual pelo PV
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