Economia

Caminhoneiros já combinam nova greve por Whatsapp

Paralisação está marcada para 22 de janeiro

Publicado em 2018-12-05 12:32:41 Atualizado em 2018-12-05 12:32:41 (600 visualizações)

Caminhoneiros autônomos começam a organizar por meio de grupos de WhatsApp uma nova greve contra o descumprimento do piso mínimo do frete. A greve está prevista para 22 de janeiro, dois dias depois de reunião que deve ocorrer na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o reajuste da tabela.

Para encerrar a greve dos caminhoneiros em maio, o governo Temer aceitou uma série de exigências, como a criação da tabela com preços mínimos do frete e a redução do preço do diesel. O problema, segundo lideranças da categoria, é que a maioria das empresas descumpre o tabelamento e não sofre nenhuma punição, pois falta fiscalização da ANTT.

Agora, os caminhoneiros querem que a ANTT condicione a emissão do código identificador de operação de transporte (Ciot) ao cumprimento do piso mínimo do frete. Sem o código, o caminhão não pode carregar a carga. Os caminhoneiros não pretendem obstruir as estradas.

A Confederação Nacional de Transportes Autônomos (CNTA) diz desconhecer a paralisação. Procurada, a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) informou que ‘não apoia qualquer nova paralisação da categoria no atual momento’. A greve de maio, que paralisou o país, mostrou que os caminhoneiros são pulverizados e não têm representação única.

Várias entidades de representação da agricultura e indústria reagiram contra o tabelamento e foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a inconstitucionalidade da medida. O ministro Luiz Fux, relator do tema, disse que levaria o assunto para a apreciação do plenário – não há data para isso acontecer.

Como alternativa à tabela de frete, Schmidt defende a regulamentação da lei que estipula uma jornada máxima de trabalho dos caminhoneiros. Pela lei, a jornada dos motoristas é de oito horas, sendo permitidas até duas horas extras. Em caso de medida acertada em convenção ou acordo coletivo, o total de horas extras pode subir para quatro por dia.

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