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Nietzsche já dizia que Deus está morto

Edipro publica a obra mais genuína do filósofo que revela muitas questões a serem feitas a si mesmo

Publicado em 2019-03-12 19:37:02 Atualizado em 2019-03-12 19:37:02 (117 visualizações)

Um ano após ser escrita e publicada às custas do autor, a obra vendeu apenas 114 exemplares e fez Friedrich Nietzsche acreditar que não queriam que ele escrevesse. Depois de cem anos, Além do Bem e do Mal tornou-se uma das maiores obras da filosofia ocidental. E, neste mês, ganha uma versão pela Editora Edipro, que cuidadosamente escolheu o tradutor Saulo Kreiger, pesquisador e membro do GEN – grupo de estudos dedicado à obra do filósofo.

Rejeitada por várias vezes seguidas por muitos editores, a obra do filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, inaugura uma nova fase na produção de Nietzsche, pela qual ela se tornaria mais conhecido: uma filosofia de negação e de destruição.

Considerado pelo próprio autor um de seus principais escritos, este livro, dividido em nove partes, aborda desde a influência do popular sobre o erudito até a crítica ao nacionalismo e ao antissemitismo crescente na Europa.

Deus está morto? O instinto será condenado? Afasta-se de ti mesmo? Você é senhor ou escravo? A civilização está baseada no medo? Estes são alguns dos questionamentos trazidos pelo filósofo.

Já em sua primeira seção, intitulada “Dos preconceitos dos filósofos”, Nietzsche deixa evidente o tom niilista destrutivo que iria dominar a sua obra a partir de então. O autor passa a defender o desprendimento da filosofia de preconceitos morais e um engajamento maior do filósofo, que deveria se posicionar a respeito do mundo que o cerca.

Esta obra é uma importante reflexão sobre a lógica da humanidade que persegue a razão, seja cartesiana, seja aristotélica. Nietzsche questiona a necessidade de superação dessa lógica e, enfim, a necessidade de ir Além do Bem e do Mal.

Sobre o autor: Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) foi um filólogo, filósofo, crítico cultural, poeta e compositor alemão do século XIX. Escreveu diversos textos críticos sobre religião, filosofia, ciência, a moral e a cultura contemporânea, exibindo uma predileção por metáforas, ironia e aforismos. Famoso pela sentença “Deus está morto”, ironicamente era neto de dois pastores luteranos e pensou, ele próprio, em seguir a carreira de pastor. Já na adolescência, entretanto, rejeitou os dogmas religiosos e, aos 24 anos, já havia sido nomeado professor de filologia na Universidade da Basileia. Em 1879, sua saúde debilitada obrigou-o a abandonar o cargo de professor. Em 1889, uma crise de loucura colocou-o sob os cuidados da mãe e, posteriormente, da irmã, até sua morte, em 1900, em Weimar, na Alemanha.
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