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60% dos atendimentos do HM são de atenção básica, diz prefeitura

A vereadora Professora Juliana (PT) recebeu ofício da prefeitura de Americana em resposta a um requerimento de sua autoria (841/2021) elencando uma série de justificativas para a falta de leitos e a sobrecarga do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi. Uma das razões citadas no documento é que 60% dos atendimentos feitos no local deveriam ser realizados pela atenção básica, ou seja, nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) ou na ESF (Estratégia de Saúde da Famílias), dois serviços que a parlamentar tem cobrado melhorias.

O requerimento foi apresentado pela vereadora há cerca de um mês, após visitas ao hospital, em um período em que houve aumento no número de reclamações em relação ao atendimento no HM.

No documento, ela questionou o número de leitos disponíveis, média de atendimento mensal e as razões que estavam causando a falta de leitos para atendimento da população. A resposta chegou ao gabinete nesta semana.

No ofício, a diretora-superintendente da Fusame, Lilian Franco de Godoi, afirma, entre os motivos da lotação, que muitos casos de baixa complexidade (causas sensíveis à atenção básica) estão sendo atendidos no hospital. “Próximo de 60% dos atendimentos do pronto-socorro do HMA deveriam estar em outros equipamentos da saúde pertinente à complexidade assistencial”, traz a resposta.

A diretora aponta ainda que a gestão anterior decidiu por fechar unidades de saúde no município, o que causa “represamento no HM”, diz que a população tem crescido consideravelmente e que o número de leitos é o mesmo desde a fundação do hospital. Finalmente, aponta que por conta da pandemia muitos trabalhadores perderam o emprego e o plano de saúde, passando a depender do SUS (Sistema Único de Saúde).

Para a vereadora Professora Juliana, as respostas comprovam a necessidade de se investir na atenção básica do município, bem como de se descentralizar o atendimento de urgência e emergência.

“Desde o início do ano estamos batendo na tecla de que a Estratégia de Saúde da Família precisa ser ampliada e que o atendimento nas UBS e no Centro de Especialidades precisa avançar. Na própria resposta a diretora resume dizendo que Americana trata a doença, e não a saúde. Nós estamos atuando na lógica inversa, de apenas remediar quando as doenças já avançaram, mas precisamos investir em prevenção, para evitar que esses casos cheguem até o hospital”, disse a vereadora.

No início do mês, a vereadora apresentou outro requerimento relacionado ao tema, em que questiona como está o atendimento da Estratégia de Saúde da Família e cobra sua ampliação.

Outra medida defendida pela parlamentar – inclusive por meio de requerimento – é a reabertura da UPA São José, na Avenida Cillos, que iria desafogar o atendimento hoje concentrado apenas no HM e no Pronto Atendimento do Zanaga.

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