Estudos mostram que benefícios inexistem

Ciência põe em xeque vitamina em cápsula

Nos últimos anos, diversos estudos científicos têm colocado em cheque a crença de que suplementos vitamínicos ajudam na prevenção de doenças crônicas ou prolongar a vida.

Um estudo publicado semana passada no “The Archives of Internal Medicine” avaliou 161 mil mulheres de meia idade que tomaram multivitamínicos por oito anos. Contradizendo estudos anteriores, não obtiveram provas de que os suplementos diminuíram o risco de se desenvolver doenças coronárias ou certos tipos de câncer.

Em 2008 outro estudo que observou 15 mil homens por uma década não encontrou diferença na taxa de doenças cardíacas entre os que usaram vitaminas E e C e os que tomaram o placebo. Ainda em outubro passado outro estudo com 35 mil homens frustrou a expectativa de que altas doses de vitamina E e selênio pudessem diminuir o risco de câncer de próstata.

Alguns estudos revelam que o uso de suplementos pode até mesmo causar efeitos adversos. Dois estudos sobre o uso de beta-caroteno observaram aumento na incidência de câncer de pulmão. Outro estudo sugere ainda um aumento na incidência de pólipos pré-cancerosos associado ao uso de ácido fólico. Em 2007 o “The Journal of the American Medical Association” concluiu que em um grupo de 181 mil pessoas a taxa de mortalidade entre usuários dos anti-oxidantes vit.A, beta-caroteno, e vit. E, era 5% mais elevada. Os anti-oxidantes são vendidos como exterminadores de radicais livres. No entanto alguns radicais livres são essenciais para o bom funcionamento do sistema imune. E a maioria dos anti-oxdantes podem ser também pro-oxidantes, dependendo do contexto e da dose.

Não há dúvidas de que as vitaminas sejam essenciais à saúde. No entanto uma dieta balanceada pode naturalmente nos prover das quantidades necessárias destes nutrientes. O que está sendo colocado em xeque é a idéia de que altas doses de vitaminas e minerais possam prevenir ou tratar doenças crônicas. Se por um lado indivíduos com uma dieta rica em frutas, legumes e hortaliças e portanto rica em nutrientes apresentam de fato menores chances de desenvolver doenças do coração e câncer, não está claro ainda se a ingestão de altas doses dos mesmos nutrientes em forma de cápsula tragam benefícios semelhantes.

Talvez a solução esteja no consumo das frutas e verduras in natura inteiras, e não em alguns de seus nutrientes isolados.O Dr. Peter H. Gann, professor e diretor de pesquisa do departamento de patologia na University of Illinois em Chicago pondera: “Provavelmente não haja um componente do brócoli que sozinho seja benéfico. Então porque insistimos em ser reducionistas pinçando este ou aquele nutriente isolados?”.

Além do que, frutas e verduras frescas são bem mais em conta e saborosas ...

 


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