Wednesday, October 28, 2009 4:03:21 PM
O maior transatlântico do mundo foi batizado hoje (28) na Finlândia pela companhia americana de cruzeiros Royal Caribbean International. O “Oasis of the Seas” pesa 225 mil toneladas e tem 361 metros de comprimento, dimensões que o transformam no maior navio de passageiros do mundo.

O gigante de aço custou 1 bilhão de euros (US$ 1,5 bilhão) e foi construído nos estaleiros finlandeses STX Europe. Tem capacidade para 6.300 passageiros e 2.160 tripulantes e conta com 16 andares ao longo de 65 metros de altura. Para construir o navio, ao longo de três anos e que contou com o empenho de 500 desenhistas e milhares de operários, foram necessários 525 mil metros quadrados de aço, 5.000 quilômetros de cabo elétrico e 630 mil litros de tinta. Além da sofisticação, a embarcação traz inovações tecnológicas, como a autossuficiência energética, purificação da água para consumo, tratamento de resíduos e um dispositivo que abaixa as chaminés para passar sob pontes. Entre os luxos, há camarotes com 154 metros quadrados com vistas ao mar e áreas de recreação, como um anfiteatro ao ar livre. O navio ainda conta com um parque, inclusive com árvores, e áreas livres como pista de patinação no gelo, piscina com ondas e um muro de escaladas, sem deixar de fora diversas piscinas, restaurantes, discotecas, cinemas e um cassino. O Oasis of the Seas sairá da Finlândia rumo a Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos, nesta semana. Para 1º de dezembro está prevista a viagem inaugural para o público, um roteiro de quatro dias com destino a Labadee, no Haiti, cujas passagens mais econômicas custarão 500 euros por pessoa e para o qual, apesar da crise, já não há camarotes de luxo disponíveis.
Sunday, September 13, 2009 10:36:10 AM
A geleira de San Rafael é a mais famosa da Patagônia chilena, e foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Vestígio da última glaciação, é composta por camadas de gelo de mais de 30 mil anos e se estende como um braço desde o campo de gelo, a 3 mil metros de altura, para chegar até a Laguna San Rafael. Acaba numa parede de até 70 metros de altura, da qual soltam-se pedaços de gelo: são os icebergs, que flutuam na superfície da lagoa, conectada ao mar.

É pelas águas desta lagoa que se pode conhecer a geleira, no circuito atendido pela Skorpios, companhia de navegação pioneira na Patagônia chilena. Embarca-se no Skorpios I!I, navio com 55 cabines que parte de Puerto Montt, cidade de 110 mil habitantes que fica a uma hora e meia de avião de Santiago do Chile (900 km de distância), localizada no fundo de uma baía e com vista para os vulcões Osorno e Calbuco.
O cruzeiro, antes de chegar em San Rafael, visita povoados como Melinka, Puerto Aguirre e a cidade de Castro. A viagem de sete dias permite descobrir, com todo o conforto, a magia da região, incluindo a mítica ilha de Chiloé, e ainda comprar produtos do artesanato. Isso, claro, além de experimentar a rica culinária local, com variedades marinhas desconhecidas no Brasil, como um marisco vermelho denominado piure e um caranguejo gigante, a centolla. Tudo isso sempre acompanhado de vinhos acima de bons.
As visitações acontecem a partir de setembro, quando o tempo começa a esquentar: antes disso, o frio e a chuva são excessivos. Os valores começam no patamar de U$ 1,8 mil, mas variam muito de acordo com o período escolhido e o tipo de acomodação.
Sunday, September 13, 2009 10:35:34 AM
Que tal aproveitar as férias para visitar um buraco? E não é nenhuma roubada. Um mergulho no Grande Buraco Azul de Belize é uma experiência fascinante. Com mais de 300 metros de diâmetro, esse grande círculo azul-marinho pode ser visto até do espaço.
O Buraco aparece como uma imensa "bola" no meio do atol de Lighthouse Reef. A visão da mancha mais escura no meio das águas clarinhas é um pouco assustadora. Saber que o Buraco tem 125 metros de profundidade também não ajuda muito, mas calma. O local é atração turística, então há muitas operadoras que levam visitantes para mergulhar por ali com segurança.
Em tempos remotos, o Buraco era uma caverna. Com a subida do nível dos oceanos a cobertura da caverna acabou cedendo e a parte interna permaneceu submersa.
Ao mergulhar ali o turista tem uma bela visão de parte da riquíssima barreira de corais de Belize, a segunda maior do mundo (atrás somente da australiana). Os corais ornamentam as bordas do buraco deixando somente dois canais, por onde entram e saem os barcos que levam mergulhadores.
Os corais ainda se fixam nas paredes do buraco até uma profundidade aproximada de 15 metros, depois começam a rarear e sobram só as estalactites, herança dos tempos de caverna.
Toda a região do Buraco merece uma visita. Os atóis são belíssimos e há muitos outros pontos de mergulho no local. Barcos saem a todo momento de Belize City, das Ilhotas de Ambergris ou Half Moon e de vários atois da região. Os que saem pela manhã até oferecem um lanchinho na ida. Geralmente o passeio dura um dia inteiro e inclui mergulhos no grande buraco azul e em áreas próximas repletas de corais e peixes.

Sunday, September 13, 2009 10:34:30 AM
Chapada Diamantina (BA): Grutas, cachoeiras, montanhas, chapadas e trilhas dispersas por uma área de 38 mil quilômetros quadrados (maior que a Holanda) fazem da região baiana um dos mais populares destinos de ecoturismo do Brasil. O envolvimento das comunidades locais com o turismo é um bom exemplo da troca entre moradores e visitantes: os primeiros trabalham como guias durante os passeios e/ou disponibilizam suas casas para hospedar os aventureiros que realizam os trekkings mais longos, como o do Vale do Paty. E os turistas com isso têm a oportunidade de conhecer e vivenciar o estilo de vida local, sem se ater somente às belas paisagens.

Fernando de Noronha (PE): Para entrar na ilha, é preciso pagar uma taxa de preservação ambiental diária, o que limita a quantidade de visitantes por lá. Além disso, algumas regras do arquipélago ajudam a manter o sossego da sua fauna e a transparência de suas águas. Por exemplo, é proibido mergulhar perto dos golfinhos ou usar protetor solar na praia de Atalaia.

Parque Nacional do Iguaçu (PR): A parte aberta ao público do parque é explorada turisticamente pela empresa Cataratas S.A., que ganhou uma concorrência internacional no fim da década de 90. Na época em que começou a atuar no lugar, ela construiu observatórios, reformou o restaurante e restringiu a circulação de automóveis na área, incentivando os visitantes a se locomoverem em um ônibus próprio do parque.

Parque Nacional de Itatiaia (RJ e MG): A parte alta do parque nacional mais antigo do país é o paraíso dos montanhistas, que sonham em escalar os picos das Prateleiras e o das Agulhas Negras. Já as principais atrações da parte baixa são as cachoeiras. É nessa área que ficam os hotéis, em geral construídos com integração à natureza, respeitando a vegetação nativa e os cursos de água.
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Lençóis Maranhenses (MA): As dunas recheadas de lagoas transparentes só podem ser desbravadas com veículos 4 x 4 e guias cadastrados pelo Ibama. Para quem não abre mão das comprinhas mesmo quando está em meio a natureza, as peças artesanais feitas com palha de buriti pela comunidade local são a grande pedida. A renda desses produtos típicos contribui para melhorar a qualidade de vida dos moradores da região, num claro exemplo de desenvolvimento sustentável aliado ao turismo.

Pantanal (MT e MS): Os hotéis rurais da região proporcionam passeios aos turistas pelo habitat pantaneiro e muitas vezes também revelam o modo de vida próprio da região. A pesca só é permitida de março a outubro e com autorização do Ibama. Pena que o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, na área conhecida como Pantanal Norte (e próxima a Cuibá) não tenha infra-estrutura de visitação.

Parque Nacional da Serra da Capivara (PI): Apenas na companhia dos guias é possível admirar as pinturas rupestres que são patrimônio cultural da humanidade, têm idade de 6.000 a 12.000 anos e formam a maior concentração mundial de sítios arqueológicos. Os visitantes chegam bem perto das obras de arte por meio de passarelas de madeira.

Amazônia (AM): Conta com vários hotéis de selva que têm arquitetura harmônica com a natureza e que organizam passeios a pé ou de barco pela floresta para observar pássaros e jacarés, conhecer comunidades da região ou pescar. Um exemplo é o famoso Ariaú Jungle Tower, com torres localizadas na altura das copas das árvores e ligadas entre sim com passarelas de madeira. Outro é a Reserva de Mamirauá, cuja pousada flutuante tem energia solar e ventilação natural.

Aparados da Serra e Serra Geral (RS): Os dois parques nacionais são muito próximos entre si e abrigam impressionantes cânions: Itaimbezinho (em Aparados da Serra) e Fortaleza (em Serra Geral). A grande diferença está na infraestrutura de um e outro. O primeiro conta com uma boa sinalização e um centro de visitantes equipado com lanchonete, sala de audiovisual, banheiros e horários bem controlados de entrada e saída. Já o segundo tem apenas uma guarita e mais nada

Bonito (MS): É considerado um modelo de operação sustentável no Brasil, pois limita o número de pessoas por dia nas suas principais atrações, o que tem permitido a sua conservação. Os clássicos imperdíveis são a flutuação nos rios Formoso ou Sucuri para observar peixes coloridos e plantas através da água cristalina e a gruta do Lago Azul, adornada de estalactites e estalagmites.
