Via Pública diz que estrutura da Saúde é suficiente para mudanças 

Wednesday, August 11, 2010 7:57:58 PM

A integração da rede, que inclui UBSs (Unidade Básica de Saúde), pronto-socorros, pronto-atendimentos e hospitais (Dr. Waldemar Tebaldi e André Luis), deverá ser o pontapé inicial para as mudanças na Saúde de Americana. O diagnóstico apontando as deficiências do setor, elaborado pelo Instituto Via Pública, foi entregue ao prefeito Diego De Nadai (PSDB) e em setembro um outro documento com as soluções será apresentado, que servirá de base para as ações, que visam agilizar o atendimento à população.

De acordo com Luiz Henrique Soares, diretor de projetos do Via Pública, a cidade possui uma rede confortável para iniciar as mudanças, com boa estrutura física, profissionais e equipamentos suficientes. Americana possui 24 UBSs, ou seja, uma para cada 12 mil habitantes, enquanto o Ministério da Saúde preconiza uma para cada 30 mil habitantes. “Hoje, há pouco mecanismo de integração do conjunto, o sistema não funciona como uma rede”, comentou Soares.

OS: Outra alternativa para melhorar o sistema seria a contratação de OSs (Organização Social) para gerenciar setores da Saúde. Projeto de lei autorizando o município a credenciar essas instituições já foi enviado à Câmara, mas o secretário Fabrizio Bordon (Saúde) descartou a implantação antes da aprovação pelos vereadores. As OSs são entidades sem fins lucrativos e podem ser contratadas sem licitação. Questionado, Soares disse que não se trata de terceirização. “A OS apenas aplica a política de saúde determinada pela prefeitura, sendo fiscalizada por um núcleo de gestão, formado por funcionários do setor”, enfatizou.

Fusame: Outro ponto destacado no diagnóstico e que precisa de solução é a Fusame (Fundação de Saúde de Americana). Criada há mais de 30 anos, portanto antes da Constituição Federal de 1988 e do SUS, acabou se tornando um imbróglio para o governo na questão jurídica. Parte de seus 370 funcionários atua em outros setores, o que é proibido por lei. O Ministério Público do Trabalho já investiga o caso.



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