Provincianismo, por Davi Ramos
Wednesday, February 10, 2010 9:20:59 PM
Recentemente escrevi um artigo no qual expus, um fato, e não uma opinião, acerca dos avanços conquistados pela Agência Nacional do Petróleo em relação às pesquisas de nossas reservas energéticas e da grande possibilidade, reconhecida pelo mundo inteiro, de o Brasil se transformar numa das grandes lideranças mundiais nas fases de exploração, transporte, refino e distribuição do petróleo e de seus derivados.
Democraticamente, um ex-agente público escreveu um texto no qual tentava rebater o obvio ululante. Achei hilário e ao mesmo tempo interessante. Primeiro que contra fatos não há argumentos e é só observar a situação do Brasil na questão petrolífera no pré e pós governo Lula e tirar suas conclusões. Segundo, e muito engraçado, é que para uma pequena elite burguesa, dessas com filhos nascidos em berços de ouro, o petróleo só significa combustíveis para encher o tanque de seus carrões, importados ou não, ”pra depois os mocinho granfino anda se exibindo que nem coroné” como cantou Tião Carreiro e Pardinho. Esquecem-se da grande quantidade de seus derivados e que fazem parte diariamente em nossas vidas. Terceiro, e aí é mais sério, é que quando alguém é ex muita coisa é porque atualmente não é nada. Opinar sobre coisas públicas é tarefa para aqueles que, independente de ocuparem ou não cargos públicos, participam efetivamente da vida pública, frequentando debates, conferências, encontros e etc. É diferente de administrar uma empresa privada na qual “o patrão tem sempre razão”.
Quem leu o texto do ilustre cidadão (ex isso, ex aquilo) teve a impressão que do alto da sua sapiência ele teria a solução para tudo. Porque não usou toda sua experiência para evitar o sucateamento dos veículos da prefeitura municipal quando exercia cargo de relevante influência na admistração em que participou efetivamente? Por que não impediu o desperdício de dinheiro público na compra daquela sucata que chamaram de tomógrafo? Por que não usou sua influência e inteligência para evitar que a cidade “pagasse um mico nacional” devido ao polêmico portal da cidade?
Aliás, cidade que é de todos nós, não de uma pequena minoria, como insistem alguns provincianistas...
Davi Ramos
Presidente da FACESP