Novo Momento

Redução de juros

Juro bancário cai e atinge menor nível desde 2007

A taxa média de juros bancários declinou 1,2 ponto percentual na passagem de maio para junho, indo de 37,9% para 36,7% ao ano, o menor patamar desde dezembro de 2007, quando foi de 33,8%, destacou o Banco Central (BC) nesta terça. Em 12 meses, a taxa cedeu 1,3 ponto.

O percentual corresponde à média das taxas cobradas em operações prefixadas, pós-fixadas e flutuantes, com pessoas físicas e jurídicas.

Tomando-se apenas as operações prefixadas, a taxa média diminuiu 1,7 ponto percentual, de 45,6% para 43,9% anuais. Em 12 meses, o recuo foi de 1,1 ponto.

Recuo do spread

O spread, ou ganho dos bancos com a diferença entre as taxas de aplicação e de captação, passou de 28,1% em maio para 27,2% um mês depois, também considerando a média das três modalidades de juros para financiamento. Os bancos cortaram em 0,3 ponto percentual a taxa geral de captação, para 9,5% ao ano.

Para pessoa física, os juros dos empréstimos caíram 1,7 ponto percentual, para 45,6% ao ano. A taxa média de juros para pessoa jurídica ficou em 27,5% anuais, com baixa de 1 ponto percentual.

Já a base monetária (papel moeda emitido mais reservas bancárias) apresentou crescimento de 1,1% em junho, no comparativo com o mês anterior, alcançando R$ 136,247 bilhões. Os números referem-se ao conceito de média dos saldos diários. Em 12 meses, a expansão foi de 4%.

 

Para Fecomercio, queda dos juros deve chegar ao consumidor

A Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), entidade a qual está filiado o SINCOVAM (Sindicato do Comércio Varejista de Americana, Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste), entende que a redução de 0,5 ponto porcentual na taxa Selic (9,25% para 8,75%) está no caminho certo, mas analisa que o ciclo de queda da taxa está atingindo o limite. A entidade reforça que, com a redução da Selic, o governo deve criar oportunidades para que os juros também baixem para o consumidor.

“A batalha agora está no campo das administradoras de cartão, dos bancos para reduzir o spread e das financeiras e não mais no Banco Central”, Abram Szajman, presidente da Fecomercio.

Na reunião passada, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic para um dígito, gerou-se questionamento sobre a diminuição do spread. As pressões de lojistas e de consumidores tendem ao menos, no médio e longo prazos, melhorar essa taxa.

A Federação acredita que ainda existe muito espaço para reduzir o spread e, consequentemente, os juros ao consumidor final, que em maio deste ano estava em 47,3% (taxa média anualizada equivalente às operações de cartão de crédito, cheque especial e CDC), sendo que o spread correspondente pode representar mais de 90% dessa taxa, dependendo da operação. “Há espaço para uma redução de pelo menos 25% no spread cobrado atualmente, bastante factível de se conseguir, se houver empenho conjunto de bancos e governo”, afirma Abram Szajman.

Para a Federação, tudo indica que o ciclo de queda da taxa Selic está atingindo o limite, para evitar, ao menos no curto prazo, uma migração maciça de aplicações de renda fixa para a caderneta de poupança. A remuneração da poupança, uma vez que é definida por Lei em 6% + Taxa Referencial (TR) ao ano, passa a ser parâmetro para as taxas interbancárias e, por conseguinte, para a Selic. Além disso, os recursos alocados no investimento tradicional não são tributados, ao contrário das aplicações em fundos de renda fixa (sempre muito vinculados à Selic e ao Certificado de Depósito Interbancário) que sofrem incidência de tributos.

 

Caixa anuncia redução de juros para empresas e pessoas físicas

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (9) a redução de suas taxas de juros para oito linhas de crédito de pessoas físicas e de dez linhas para empresas, com validade a partir da próxima segunda-feira (15). Segundo a instituição, essa é a sexta redução de juros implementada neste ano.

Todos os clientes do banco que tiverem acesso às linhas de crédito vão poder aproveitar as novas taxas. Quem já tem contratos em vigor não terá redução nos juros, com excecão dos clientes com o chamado "crédito rotativo" (como cheque especial). Estes terão as novas taxas automaticamente já na próxima semana.

“Nossa atuação aponta claramente que estamos cumprindo nossa missão de banco público, ampliando a oferta de crédito e reduzindo os juros com sustentabilidade”, afirmou a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.

Pessoa física

Para pessoa física, a Caixa informou que o destaque foi para a queda de juros na linha de créditos conveniados INSS, que passou de 0,88% ao mês para 0,85% ao mês, uma redução de 3,4%. O banco também informou ter reduzido as taxas do penhor, que passaram de 2,10% ao mês para 2,08% ao mês. Para financiamento de veículos, o banco cobrará juros a partir de 1,19% ao mês.

O Cartão Turismo Parcelado também teve alteração, segundo a instituição. As taxas foram reduzidas em 0,5 ponto percentual, passando de 2,9% para 2,4% ao mês (taxa mínima) e de 3,8% para 3,3% ao mês (taxa máxima). No caso do crédito pessoal, a taxa mínima diminuiu de 3,85% para 3,80% ao mês e a máxima de 4,31% para 4,26% ao mês. A taxa mínima do cheque especial passou de 1,27% para 1,20% ao mês, mas o banco não informou sobre a taxa máxima.

Empresas

Para empresas, a instituição também informou ter reduzido as taxas de juros. Na modalidade cheque empresa, a taxa com convênio folha de pagamento, ficará em 5,09% ao mês, contra 5,13% ao mês registrados anteriormente. No GiroCaixa, a redução da taxa máxima chega a 16,42% para o segmento de micro e pequenas empresas, segundo o banco público.

 


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