A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou em maio em linha com a previsão do mercado, devido, sobretudo a um arrefecimento da alta dos alimentos e de vestuário. O indicador avançou 0,43% em maio, menor taxa desde dezembro, após alta de 0,57% em abril, informou o IBGE nesta quarta-feira.
Analistas previam leitura de 0,43%, segundo a mediana de 20 estimativas que variaram de 0,40% a 0,49%.Segundo cálculos de economistas, o índice de difusão do IPCA ficou estável em 60,9% entre maio e abril. Já a média dos três núcleos do índice subiu mais, em 0,59% em maio, ante 0,45% em abril.
"Foram os alimentos que levaram à desaceleração do índice de abril para maio", afirmou o IBGE em nota. "Pressionando significativamente o índice desde janeiro [devido a problemas climáticos], o aumento de preços dos alimentos foi reduzido para 0,28% em maio, após a taxa de 1,45% de abril. Este é o mais baixo resultado neste ano.
"Em maio, houve desaceleração da alta de preços de itens como cebola, feijão carioca, feijão mulatinho e batata inglesa, e quedas em produtos como tomate, açúcar cristal e pescado.Os custos de Vestuário amenizaram a alta para 0,91% em maio, comparado a 1,28% em abril. Os de Saúde e cuidados pessoais também subiram em ritmo menor, em 0,74%, após 0,84% no mês anterior.
Já os preços de Habitação subiram mais, em 0,78% em maio contra 0,08% em abril, refletindo o aumento da tarifa de energia elétrica em Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Os custos de Transportes tiveram variação positiva de 0,09% em maio, ante oscilação negativa de 0,08% em abril.
Entre os destaques individuais de altas estiveram empregados domésticos (1,12%) e automóveis novos (0,76%), segundo o IBGE. No ano, o IPCA acumula alta de 3,09% e nos últimos 12 meses, de 5,22%.