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Quem manda no seu dinheiro? 

Wednesday, April 28, 2010 10:05:39 AM

Cena 1 – Domingo de sol, churrasco na sogra e aquele seu astuto cunhado chama você para o canto do quintal e lhe dá aquela dica “o negócio é comprar ações da empresa X imediatamente, pois o irmão de seu vizinho ganhou uma bolada desta maneira”.  De posse dessa informação privilegiada e sem saber nada sobre o funcionamento do mercado de capitais ou mesmo da empresa em que passará a ser sócio, saca toda a poupança da família e compra as ações da barbada. Depois de algum tempo percebe que perdeu tudo.

Cena 2 – Juntos, a família na sala de casa assiste na TV os capítulos finais da novela “O Rei do Gado”. De repente, nos intervalos comerciais aparece o protagonista da novela, o tal do “rei do gado”, e diz que é um bom negócio você comprar papeis que representem cabeças de boi gordo. Bom, se ele é o rei do gado e aconselha este negocio então deve ser um bom investimento e a família coloca lá todas as suas economias. Meses depois, na mesma TV, mas agora num programa policial, você vê o criador do fundo de investimento ser preso por fraude.

Cena 3 – Entra na classe o professor da disciplina de Mercado de Capitais e diz que o desenvolvimento nacional passa necessariamente pelos investimentos em Bolsa de Valores. Aluna do primeiro semestre do curso de administração, impressionada pela análise gráfica dos investimentos, aplica todo o saque de seu FGTS em derivativos. Só mais tarde percebe que derivativos são investimentos especulativos e de alto risco.

Cena 4 – O cliente “prime” de um grande banco sente-se prestigiado por receber um tratamento diferenciado, quando percebe que se excedeu no consumo e estourou os limites do cartão de crédito e cheque especial, liga para seu amigo gerente do banco, que, mais que depressa, diz que não há nenhum problema com o saldo devedor, pois irá ampliar os limites do cartão e do cheque especial do cliente especial, e mais, ainda irá providenciar um crédito direto ao consumidor, no valor de metade do rombo no cheque especial a juros de apenas 7,98% a.m., para pagamento num prazo de doze meses, diz ainda que com esse CDC o cliente terá, por apenas 300 reais, o direito a um seguro que dá prêmio pela loteria. Algum tempo depois o correntista “prime” percebe que seu rombo só aumentou e que os juros consomem uma parcela cada vez maior de sua renda.

Cena 5 – O leitor de uma coluna de economia e finanças de uma revista especializada no mundo dos negócios lê que a crise financeira global não passou, ao contrário, terá um repique ainda mais desastroso para as economias de todo o mundo. Como o leitor possui ações de uma grande mineradora corre ao telefone e dá uma ordem de venda imediata de suas ações. Meses depois, não só não houve o repique da crise como as ações da tal mineradora valorizaram 200%.

Todos nós, já vivemos pelo menos algumas destas situações descritas acima ou outras parecidas, e nem por isso vamos formar frentes de aniquilamento de cunhados, atores de TV, professores, gerentes de banco e colunistas de finanças.

O erro fundamental em todas essas situações está em colocar a decisão sobre o destino do nosso dinheiro na mão de terceiros, que possuem interesses diversos dos nossos.

Para nossa tomada de decisão, devemos considerar que todo investimento envolve análise do risco e retorno, e, portanto, devemos considerar também quais são os objetivos pretendidos e qual nosso perfil como investidor.

Enfim, a análise é particular do investidor e de mais ninguém, afinal quem deve mandar em seu dinheiro é você. E ponto!

                                Alessandro Gumier

Saúde Financeira 

Sunday, March 21, 2010 9:32:20 AM

 

Segundo definição da Organização Mundial da Saúde: “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças”. A partir deste entendimento podemos considerar então, o equilibrio financeiro como uma das necessidades a serem atendidas para a manutenção do bem estar geral dos individuos.

O descontrole financeiro contribui para um estado de padecimento, pois traz como conseqüência a irritação, a desmotivação, o desânimo, o estresse, a preocupação, afetando diretamente nossa vida pessoal, familiar e profissional.

Quando estamos em desequilíbrio financeiro, os sinais vão aparecendo: a perda de crédito, tudo que consumimos fica mais caro, a perda de dias de serviço para resolver problemas bancários, a desarmonia familiar, enfim, a vida em tensão permanente.

Então, como romper este ciclo de desajuste financeiro? Como fazer para sair desta armadilha que transtorna nossa saúde e nossa vida? Como podemos recuperar nosso equilíbrio financeiro, nossa saúde e restabelecer a harmonia em nossa vida?

 

É possível sair desta situação com medidas simples:

1º passo - Assumir a situação de descontrole financeiro.

Negação e fuga nunca foram a solução, assim como culpar os outros por sua condição não ajuda. O importante é reconhecer que são as atitudes de consumo que levam a crise, e só você será capaz de reagir a elas, modificando-as.

2º passo - Mudar hábitos e passar a ter um consumo consciente.

É preciso romper com os hábitos que provocaram esta situação, compreender que dinheiro não substitui sentimentos e que o marketing dos produtos não deve manipular nossas vidas.

3º passo  - Assumir o controle sobre sua vida financeira.

Buscar informações e reestabelecer um novo padrão de consumo, repactuar dívidas mal contratadas, economizar para sair do vermelho ou mesmo formar um fundo de reserva, enfim, adotar um orçamento doméstico que produza um equilíbrio das receitas e despesas, que permita um melhor gerenciamento das contas, independente do quanto se ganha.

 

Estes são os primeiros passos para quem deseja adotar novos hábitos de vida, de consumo e de planejamento necessários para se ter uma boa saúde financeira.

Nas próximas semanas apresentaremos outros tópicos financeiros que contribuam para um estado de bem-estar, como o proposto pela Organização Mundial de Saúde.

 

PS: Agradeço ao Novo Momento pela Coluna e aos amigos leitores a acolhida.

A todos, meu muito obrigado!

Alessandro Gumier

 

Gumier, o colunista 

Tuesday, March 09, 2010 8:33:53 AM

Alessandro Gumier, economista e professor de Administração Financeira e Orçamentária, será o colunista de finanças pessoais do NovoMomento. Pós Graduado em Gestão Pública pela Universidade de São Paulo, Gumier se apresenta ao leitor neste primeiro post.

NM- Qual será o objetivo inicial da coluna?

Gumier- Economia e finanças pessoais.

NM- Como orientar o leitor sem usar a linguagem mais técnica?

G- O ”economês” mais serve para confundir do que para esclarecer. Nossa proposta é usar uma abordagem descomplicada, que possibilite aos leitores, através de dicas e exemplos práticos, uma efetiva educação financeira.

NM- Além de dicas de finanças pessoais você também dará dicas mais avançadas como de investimento em bolsa ou fundos?

G- Sim, um dos aspectos da administração financeira é tomar decisões de investimento, isto é, escolher a melhor opção para aplicar os recursos. Portanto, também iremos apresentar e analisar os diversos produtos financeiros disponíveis no mercado, como os investimentos em ações e fundos.

NM- O que o leitor pode esperar das suas colunas? Algo que já existe na região ou algo novo?

G- A novidade será o modo de abordar, de forma simples, objetiva e prática, temas atuais ligados a economia e finanças, tendo como base a busca do equilíbrio financeiro como um dos requisitos de uma vida saudável.

NM- As pessoas podem imaginar que elas poderão organizar melhor as finanças ao ler a sua coluna?

G- A idéia é essa! Fazer da coluna um ponto de partida para todos os leitores que estão interessados em assumir o controle de sua vida financeira.

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