Vicunha migra para ramo imobiliário

Fibra migra para imóveis e Americana será ‘laboratório’

Dono de um patrimônio imobiliário considerável - valiosos terrenos nos arredores de São Paulo e cidades do interior paulista que somam cerca de 9 milhões de m2 e um potencial construtivo de mais de R$ 1 bilhão, o grupo Vicunha decidiu partir para o ramo imobiliário e Americana é um dos pontos de partida, junto com Rio e Fortaleza, por meio da nova empresa do grupo, a Fibra Experts. Há um ano a empresa monta equipe com profissionais egressos do setor e estruturando novos projetos.

Para gerir a empresa, a família Steinbruch escolheu Fernando Kenworthy, que trabalhou durante 15 anos na Rossi e cuidou da área residencial da Tishman no Brasil. A empresa tinha fechado importante negócio antes da crise e conseguiu manter o parceiro - o fundo de private equity Carlyle- para o maior empreendimento comercial da Fibra, no coração do Rio de Janeiro.

A companhia já está envolvida em cerca de 20 projetos, que teriam um potencial construtivo, o chamado VGV (valor geral de vendas) estimado em R$ 3 bilhões. A área residencial é o principal negócio: responde por 45% dos projetos, a comercial por 20% e os loteamentos, 35%. Os loteamentos serão usados para projetos industriais e residenciais. Nos residenciais, a ideia é criar infraestrutura nos terrenos e construir casas e prédios populares, justamente o modelo beneficiado pelos subsídios do governo federal no pacote habitacional.

Ainda neste semestre, a Fibra espera lançar um empreendimento em Maracanaú, próximo a Fortaleza (CE), com apartamentos e casas com valores entre R$ 70 mil e R$ 90 mil. Também prepara dois lançamentos econômicos em Americana.


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