Fast-food pode acelerar Alzheimer

Comer lanches de redes de fast-food pode colaborar para o desenvolvimento do mal de Alzheimer, doença degenerativa e progressiva do cérebro. É o que indica estudo do Centro de Pesquisa do Mal de Alzheimer do instituto Karolinska, na Suécia, com ratos de laboratório. Após serem submetidos à dieta com valor nutricional dos lanches, os roedores tiveram alterações na proteína tau, responsável pela formação de nódulos no cérebro, como acontece no estágio inicial da doença. A mesma pesquisa apontou que o colesterol da fast-food reduziu os níveis da substância arc, importante para a memória.
Outro estudo do Instituto para Doenças Neurológicas Gladstone, nos Estados Unidos, aponta que o ácido ômega 6 (presente em ovos, nozes e óleos vegetais), mesmo reduzindo o colesterol, pode prejudicar a memória. Como a pesquisa ainda é preliminar, não é recomendável a eliminação do ácido da dieta alimentar.
“Investe-se bastante em trabalhos sobre as modificações das proteínas tau e betamilóide por serem as principais características da doença de Alzheimer, que pode estar associada à predisposição para fatores ambientais, como a idade. Porém. A medicina ainda busca a razão que faz algumas substâncias destruírem neurônios”, diz Ivan Hideyo Okamoto, vice-coordenador do departamento de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia.