De Paraíso Verde à Paraíso da Queimada
Thursday, July 08, 2010 10:04:07 PM
“Desde os primórdios até hoje em dia, o homem ainda faz o que o macaco fazia - Homem Primata/Titãs”.
Com todo respeito ao animal citado na música, pois tenho certeza que se o macaco estivesse no lugar do homem não faria tanta besteira. Quero chamar a atenção dos novaodessenses para um fato que acontece sistematicamente em épocas de estiagem. As constantes queimadas, originadas de maneira voluntária ou involuntária, acabam por afetar boa parcela da população, principalmente crianças e idosos que, via de regra, faz aumentar o número de atendimento médico no pronto-socorro do hospital municipal, ou seja, um caso de saúde pública.
Desta forma, por se tratar de gastos adicionais para atenuar problemas com intoxicação oriunda da queimada, é mais do que necessário que as autoridades públicas elaborem uma lei que faça punir com maior rigor o cidadão que for flagrado ateando fogo, seja em áreas particulares ou de propriedade do município. Outra sugestão é que o setor de Educação faça campanhas periódicas nas escolas para abordar o risco de incêndios e suas conseqüências. Nova Odessa não pode perder o título de Paraíso do Verde, apesar de ter sofrido queda em recente levantamento de áreas verdes realizado pelo governo estadual. A qualidade de vida que a cidade ainda oferece não pode se perder pela simples omissão de quem a comanda. Tomamos por exemplo uma região de Americana que sofre com a desvalorização dos imóveis em decorrência do forte odor liberado por uma grande empresa vizinha.
O que vale mais, a frenética atração de indústrias e a vista grossa para a poluição ou cuidar para que seu povo possa viver harmoniosamente com o desenvolvimento proposto. Nova Odessa é pequena e fácil de administrar, portanto, não há desculpa para que a fiscalização não funcione. A população também deve colaborar evitando atear fogo em matos acumulados pela capinação, entre outras atividades como soltura de balões, vistos com mais freqüência nos finais de semana.
A iniciativa deve partir de todos, mas o principal estimulador da medida deve ser o poder público, criando no mínimo uma brigada de incêndio, já que não podemos, num curto espaço de tempo, contar com um Corpo de Bombeiros. Diante deste desafio, não podemos mais aceitar costumes do passado sob pena de comprometer fauna, flora e a população desta cidade que espera manter o padrão de qualidade de vida atual.
Obs: Espero que esta crítica construtiva não se transforme novamente em multa de trânsito para meu veículo como aconteceu quando escrevi artigo no passado colocando minha opinião sobre o setor de desenvolvimento industrial no município.
Rafael Brochi de Mattos é jornalista
rafaelbrochi@hotmail.com