CONFIANÇA E SUBMISSÃO, por PC Cassin
Tuesday, April 06, 2010 2:07:56 PM
Houve um tempo em que as pessoas utilizavam-se da carreira pública como um trampolim para alçar sonhos impossíveis se viessem a trabalhar nas empresas privadas, daí a luta obstinada para passar nos ¨concursos públicos¨. Mas, apesar das conquistas oriundas das lutas sindicais e muitas delas estabelecidas nas leis e na própria Constituição, os servidores e funcionários públicos foram progressivamente perdendo o seu poder de compra e muitos tornaram-se simples assalariados. Esse fato foi desestimulando o interesse das pessoas que postulavam cargos nas repartições públicas de todas esferas: municipal, estadual e federal. O inverso disso tudo e de maneira um tanto que imprópria a legitimidade e a tão propalada legalidade tem sido a regra do estabelecimento ilimitado da indicação de cabos eleitorais, parentes e demais agregados indicados por colaboradores, financiadores de campanha eleitoral e membros já aclamados pelo voto de cabresto e, ou de alienados de toda sorte. Além disso, tem aqueles que por simples filiação em alguma agremiação partidária também acabam ocupando funções secundarias nas administrações públicas. Mas as indicações não param por ai, pois o poder é um grande balcão de negócios, ainda há espaço para aqueles que o vereador, o deputado, o senador, o governador, o presidente da republica ... o pastor, o padre, o sindicalista , as associações , o empresário, etc, etc... querem que sejam agraciados pelo gerenciador das coisas públicas, visto que ¨o que é público é de todos¨. Lógico que não é bem assim, ou melhor não deveria ser assim! Certamente não podemos culpar a população – o povo, aquele, o qual verdadeiramente paga a conta. Responsabilizamos o cunho mercantilista dos partidos políticos existentes no país a séculos, a omissão dos homens cultos, das entidades representativas e de classe idôneas que em número diminuto ainda existem. Entretanto, é preciso que o povo acorde e não dê mais fôlego a máxima imposta pela burguesia de que ¨religião, futebol e política não se discute¨. É certo que o poder são para os ¨fortes¨ os portadores de riqueza e aqueles de inteligência privilegiadas vociferam eles - ledo engano, o povo tem que saber que o poder, em especial o poder político deve estar ao alcance de todos que pretendem ser justo, honesto e trabalhador. Por essa razão a necessidade do povo participar ativamente da ação política e de qualidade, aquela que contribui no combate á corrupção, a distribuição de renda, a justiça social e a democracia que seja capaz de resultar em bem estar da sociedade sem discriminação de raça, cor, credo... Portanto, confiança para atuar no serviço público é o concurso público com transparência e valorização capaz de elevar o interesse daqueles que pretendem construir uma carreira de sucesso pessoal sem distanciarem-se de servir a comunidade – é o povo que paga a conta! Porém, devemos repudiar com veemência toda e qualquer submissão dos agentes públicos/políticos que intentam contra contribuintes e cidadãos para tão somente preservar direitos subjetivos e de certo modo perpetuarem-se no poder transitório quer queiram ou não!!!
PAULO CESAR CASSIN
Coordenador do P-sol Americana