Qualquer coisa que nos propusemos a fazer requer uma dose muito grande de dedicação, empenho, estudo e, sobretudo, ética para que sejamos reconhecidos pelo nosso trabalho e, principalmente, para que não prejudique outras pessoas.
O que tem sido feito com o secretário de educação, Milton Ortolan, é uma grosseria, falta de informação e, pior ainda, falta de ética por conta de alguns.
Lecionar sem ter compromisso com a educação é fácil, ser gari sem varrer direito é fácil, ser presidente sem entender sobre as reais necessidades do país é fácil, ser jornalista e escrever o que se quer sem apurar fatos e citar frases sem citar o autor é mais fácil ainda.
Talvez o que muitos não sabem é que o curso de Valores Humanos é um curso que pode ser feito em muitos lugares, tema inclusive, que a ONU, UNESCO e outros órgãos de muito respeito e prestígio discutem. Talvez, também não saibam que o Milton, esse mesmo Milton, foi convidado pela UNESCO para ministrar palestra sobre o tema Valores Humanos na tradicional Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo. Opa! presbiteriana?
Isso mesmo, presbiteriana! E por quê não? O curso nada tem de apologia a qualquer religião e o secretário trouxe o curso para a rede municipal para aprimorar o conhecimento de nós professores para fazermos dessas crianças, amanhã adultos, pessoas com ética.
Inclusive, na última segunda-feira, o Jornal Nacional publicou uma matéria sobre Valores Humanos e um dos entrevistados, renomado internacionalmente, foi quem convidou o Milton para palestrar no Mackenzie.
Se eu quisesse escrever esse artigo sem colocar meu nome certamente eu não poderia. Mas por quê? Só porque não tenho o “poder” nas mãos? Não é assim que tem sido feito?
Para quem não sabe, fui professora por quase duas décadas e atualmente sou coordenadora concursada, fiz o curso de Valores Humanos sem qualquer obrigatoriedade. Eu e muitos colegas da rede. Em anos como professora nesta e em outras redes pública, NUNCA fui tratada com tanto respeito e valorização.
Isso faz parte do aprendizado que o secretário obteve durante toda a vida e está tentando nos passar.
Talvez fosse o caso de alguns jornalistas, que misturam a vida pessoal do secretário com sua profissão, participarem dos cursos. Isso seria bom para duas coisas: constatar que não existe apologia a qualquer religião e para absorver para a própria vida questões sobre valores humanos.
No caso do Rio Branco, existe uma portaria normativa interministerial nº17 de 24 de abril de 2007 do Programa Mais Educação que prevê o apoio e a "ampliação do tempo e do espaço educativo e a extensão do ambiente escolar nas redes públicas de educação básica de Estados Distrito Federal e municípios".
A impressão é que muita gente está contra a educação e o bem estar dos nossos filhos e alunos. Porque não saber sobre o bem que esse tipo de aula fora do ambiente escolar, com diversas oficinas diferentes, tem feito para essas crianças?
Vocês jornalistas foram lá no Rio Branco pra ouvir o que as crianças estão achando do novo tipo de aula?
Estou feliz com a atuação do sr. Milton na educação e acredito que gente como ele é difícil de se encontrar, com valores éticos, morais e com comprometimento com o que faz.
Escrevo porque é isso que acredito, que devemos fazer quando não concordamos com injustiças.
Izy Andrade Chagas