As ruas fechadas e o Desenvolvimento Econômico
ROGÉRIO SANTAROSA A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Cidade de Americana, como o próprio nome diz tem as seguintes atribuições: "Fortalecimento e ampliação dos setores econômicos com o estabelecimento de políticas destinadas à promoção de estímulos ao pequeno e micro empresário e à geração de novos empregos, criando mecanismo de articulação entre os governos do Município, do Estado e da União e a iniciativa privada."
Isto é o que está escrito lá no Sitio da Prefeitura, ou seja, desenvolver a economia da cidade. A função da Secretaria é estabelecer políticas que estimulem os pequenos e micro empresários, com projetos que dêem condições para que as empresas cresçam, aumentem seu parque industrial, comprem novas máquinas, tenham disponíveis, mão de obra qualificada aqui da cidade para operarem essas novas máquinas e implementarem novos modelos de gestão, gerando emprego e renda para o município. A Secretaria deveria apresentar projetos para ampliação e abertura de novos condomínios industriais, mapeamento das áreas disponíveis, intermediação entre os proprietários de áreas que possam ser destinadas a instalações industriais e novos empreendedores e empresários que queiram ampliar a sua empresa.
A Secretaria deveria trazer para a Cidade cursos de qualificação profissional - O Governo Federal através do Ministério do Trabalho tem dezenas de projetos disponíveis - trazer também incubadoras em parceria com as universidades. Potencializar a indústria têxtil, com projetos para a indústria de confecções, transformando a matéria prima em roupas com alto valor agregado e gerando mais riqueza e empregos para o Município.
Poderia citar tantos outros projetos, todos eles presentes no plano de governo do Partido dos Trabalhadores no último pleito eleitoral, que a administração tucana e seu secretário de desenvolvimento econômico poderiam estar realizando para o povo de Americana. Ao invés disso o que o secretário faz é tentar colocar a culpa da sua incapacidade e da incompetência do Governo do PSDB no Partido dos Trabalhadores. Talvez o secretário devesse conversar com algumas das 2000 pessoas que se manifestaram em abaixo-assinado contrários ao fechamento das ruas do São Vito, e são contrários com fundamentação jurídica, porque não foram ouvidos pela administração e acreditam que
empregos não podem ser argumentos para o desrespeito às leis.
Imagine o perigo disso, quantas coisas o povo de Americana terá que fazer, toda vez que alguma empresa ameaçar deixar a cidade. Esse são os argumentos dos moradores do São Vito.
Eu não tenho dúvida, de que muitos empresários de Americana, caso fossem agraciados com áreas para aumentarem suas empresas, centenas, ou talvez milhares de novos empregos fossem gerados, mas como não o foram será que estão felizes com esse privilégio direcionado, afinal isso acaba sendo um subsídio. Os empregos têm que ser preservados, mas ao contrário do que disso o senhor secretário, nós não defendemos
simplesmente a manteneção de empregos, defendemos empregos com salários dignos, onde o trabalhador não necessite fazer hora-extra para complementar sua renda, que tenha folgas suficientes para dar atenção à sua família, que tenha segurança no emprego para poder planejar seu futuro. Infelizmente os trabalhadores da Neotextil, moradores do São Vito e talvez até a própria administração da empresa foram atingidos por essa situação criada por um governo que não tem projetos de desenvolvimento econômico para a nossa cidade, que vai continuar remendando aqui e acolá, afirmando que tudo será feito para não perdermos mais empresas doa a quem doer.
Se for necessário revogarão até a Lei da Gravidade.
Rogério Santa Rosa - Presidente do PT Americana
Petrobras ou Petrobrax?
Rogério Santa Rosa
O final de 2000 é lembrado como a data em que os tucanos e o hoje Demos, tentaram dar o golpe de misericórdia na Petrobras. Seria o último passo para concretizar um sonho de um governo neoliberal e entreguista, vender a maior e uma das últimas empresas estatais brasileiras, já que eles tinham entregado ao setor privado todas as outras importantes e estratégicas para o povo brasileiro, algumas a preço de banana, como a Vale do Rio Doce.
O governo de Fernando Henrique Cardoso (do PSDB) iniciou no seu primeiro mandato, para cumprir acordos com os organismos internacionais, o processo de desmonte da Petrobras. FHC (do PSDB) envia ao Congresso um projeto de emenda constitucional que visava acabar com o monopólio da Petrobrás sobre a exploração e produção de petróleo e em Julho de 1997, usando de chantagens, barganhas e fisiologismo, aprova no Congresso Nacional a Lei 9478 que, além de acabar com o monopólio da Petrobrás, abre o mercado e flexibiliza a empresa, possibilitando a sua privatização.
A nova lei passa a regulamentar o setor e cria a Agência Nacional de Petróleo, que tem à frente o genro de FHC (do PSDB) conduzindo o projeto de entrega das reservas brasileiras às empresas privadas. Quase todas elas, multinacionais bilionárias.
Em agosto de 2000, o governo FHC (do PSDB) se desfaz de 31,7% das ações da Petrobrás, leiloando boa parte do patrimônio público na Bolsa de Valores de Nova Iorque.
O que o povo brasileiro assistiu nesse período foram sucessivos desastres ambientais e acidentes em função dessa política entreguista do tucanato. Vazamento de 1, 290 mil toneladas de óleo na Baía de Guanabara, quatro milhões de litros na Repar em Araucária, no Paraná, contaminando centenas de quilômetros de rios e nascentes, e muitos outros acidentes de menores proporções que aconteceram em unidades da Petrobras pelo país. Mas o que mais chocou o povo brasileiro foi a explosão na P-36, que provocou onze mortes e o afundamento da plataforma, com imagens que correram o mundo, mostrando o descaso do governo tucano com a manutenção e política de contratação na Petrobras, mas o objetivo era prepará-la para ser privatizada, o mesmo esquema usada com outras estatais que foram entregues. Essa era a Petrobras dos tucanos, de FHC (do PSDB), ou para eles a Petrobrax.
A partir de 2003, a Petrobras toma outro rumo. Retoma os investimentos em manutenção das suas unidades existentes e começa o plano de expansão, tanto na área de refino quanto na área de exploração com a construção de novas unidades, novas refinarias, gasodutos e a volta de Petrobras para o setor Petroquímico. Em 2006 o Brasil se torna autossuficiente em petróleo. Novas plataformas sendo construídas no Brasil, gerando emprego e renda. Descobertas de novas reservas, principalmente o Pré-sal.
Hoje, a imagem da Petrobras, tanto para o povo brasileiro quanto para o mundo, é de uma empresa sólida, que investe em projetos sócio-ambientais, financia centenas de projetos culturais, gera centenas de milhares de empregos na construção civil, é uma empresa genuinamente Brasileira, essa é a Petrobras do Governo LULA, a nossa Petrobras.
O que será que o povo brasileiro quer, a Petrobrax ou a Petrobras, eu não tenho dúvida, quero a nossa Petrobras.
Rogério Santa Rosa – Presidente do PT Americana e funcionário da Petrobras desde 1996.