A arquitetura mudou ao longo dos últimos anos, de maneira estrondosa, hoje em dia é possível construir casas cada vez mais tecnológicas e com um bom senso, que unem desde estética, conforto e praticidade, á uma responsabilidade social. A arquitetura sustentável baseia-se em construir com o mínimo percentual possível de degradação ambiental utilizando-se dos recursos naturais nos oferecidos, como, por exemplo, explorar a iluminação e ventilação natural, dentre tantas outras coisas.
A consciência sobre a necessidade de preservação do ambiente natural engloba a todos, desde os profissionais aos inúmeros consumidores atentos a preservação e economia. Não há como construir sem causar impacto, mais é possível reduzir os danos que serão causados.
Numa construção, ao trabalharmos com grandes aberturas (janelas) e com pé direito (altura do cômodo) maiores, permitimos uma ventilação e luminosidade naturais e um bom aproveitamento do paisagismo para direcionar fluxos de ventos. Minimizamos dessa maneira, os efeitos do clima na edificação, diminuindo assim sua carga térmica e, conseqüentemente, o consumo de energia nesse tipo de projeto.
Utilizando cada vez mais das energias solar e eólica, assim como da reciclagem das águas das chuvas, é possível construir casas que proporcionem economia de 40% de energia elétrica e, uma economia de água que pode chegar a 50%. E o que é melhor, com custo médio de cerca de 10% menor do que o de uma residência convencional significando economia imediata e ao longo de anos.
Algumas soluções para uma construção ecológica:
- Sistema de Aproveitamento de Água de Chuva: permite captar a água de chuva a partir da área de cobertura da edificação, filtrando e armazenando em um reservatório para uso no interior e no exterior do imóvel, por exemplo, na irrigação de jardins.
- Aquecimento Solar: esse sistema é baseado na transmissão de calor através dos materiais que compõem: reservatório térmico e coletor solar.
- Energia Solar Fotovoltaica: é uma fonte de energia renovável obtida pela conversão de energia luminosa em energia elétrica através de placas de silício.
- Argamassas: substituindo a cal hidratada pela cal posolânica, dispensamos a queima em sua produção.
- Paredes: escolha materiais a base de terra, eles permitem a melhor “respiração” das paredes em relação ao concreto. Outra boa opção é o tijolo de solo-cimento que também dispensa a queima, assim como a parede de taipa de pilão.
- Esquadrias: sem dúvida, o vidro hoje é uma excelente opção, de custo x beneficio.
- Revestimento: produtos a base de água agridem bem menos o meio ambiente. Há no mercado várias tintas a base de água, além de vernizes, colas de contato, resinas e esmaltes sintéticos.
- Cobertura: dê preferência para telha simples de barro queimado, ao invés das esmaltadas.
Enfim, cada um pode fazer sua parte, construindo de maneira sustentável e assim sendo, gerar menos impacto degenerativo ao nosso planeta, sem perder em estética, conforto e economia.
Autor: ANDRÉ AMERICANO