Economia

Empresas podem conciliar lucro com impacto social

Cases de sucesso

Publicado em 2017-12-02 11:13:38 Atualizado em 2017-12-02 11:13:38 (631 visualizações)

O Fórum EXAME de Sustentabilidade reuniu em São Paulo, na última quarta-feira, representantes de algumas das maiores companhias do país para reforçar a importância de manter o tema da sustentabilidade em pauta. O evento teve patrocínio master da Fibria, Braskem e Coca-Cola Brasil; patrocínio standard da BASF e do Grupo Boticário; e apoio da Novelis.

Para Dane Smith, diretor geral da empresa de consultoria FSG Social Impact Advisors, sustentabilidade “não é apenas seguir leis ou ceder às pressões da opinião pública”, disse na primeira palestra do encontro. “Mas também usar esse conceito para maximizar a rentabilidade”. A FSG foi fundada por Michael Porter e Mark Kramer, os pais do conceito, para resolver os problemas sociais mais urgentes.

Mas incorporar o valor compartilhado na estratégia de negócio das empresas brasileiras ainda é um desafio, segundo Regina Magalhães, doutora em ciências ambientais pela USP e executiva sênior de sustentabilidade para a América do Sul da Schneider Eletric.“Todas as empresas precisam rever o seu atual modelo de negócio”, disse a porta-voz em debate.

De acordo com Heiko Hosomi Spitzeck, gerente executivo do núcleo de sustentabilidade da Fundação Dom Cabral, que também participou da discussão,  as empresas brasileiras têm desenvolvido um bom papel em termos de valor compartilhado e práticas empresariais sustentáveis. Porém, ele afirma que a crise econômica no Brasil desencadeou um novo desafio. “O orçamento filantrópico é o primeiro que a empresa corta. O ideal é que a organização faça uma revisão sobre o próprio negócio e transforme isso em valor compartilhado antes que o recurso acabe”, propôs.
 
A produtora de celulose Fibria está entre as empresas brasileiras que conseguiram driblar os desafios e aplicar o conceito. “Em um país em desenvolvimento, nós temos a necessidade, obrigação e vontade de estabilizar as comunidades e obter licença social para operar”, considerou Marcelo Castelli, presidente e CEO da companhia. “É muito mais do que assistencialismo e responsabilidade social corporativa, é eixo de negócio”.

Cases de sucesso 

O evento trouxe três empresas para apresentar suas experiências em conciliar lucro e impacto social: Vivenda, Coca-Cola e Danone. “Um problema social gigantesco, um mercado gigantesco e uma lacuna de mercado gigantesca”.Foi assim que Fernando Amiky Assad, membro da rede de ResponsibleLeaders da Fundação BMW e FellowAshoka, resumiu a precariedade na habitação de 40 milhões de famílias brasileiras.

“A grande virada é quando a gente pensa: as agendas são excludentes? Não, elas podem e devem ser convergentes”, disse Flávia Neves, gerente de sustentabilidade e relações institucionais da Coca-Cola.Ligia Camargo, executiva responsável pela área de sustentabilidade da Danone, apontou que a ideia de impacto social vem de longa data na empresa e foi parte importante na própria definição do portfólio de produtos. “Na década de 70, o presidente da companhia falou que o sucesso econômico já deveria estar vinculado ao progresso social. Isso se transformou em nosso DNA”, disse.

Último a subir ao palco, Lourenço Bustani, co-fundador da consultoria de inovação Mandalah, falou sobre como o valor compartilhado pode ser o novo motor da inovação nos negócios. “Não dá para gerar valor sacrificando valores. Na medida em que uma estratégia ou atividade comercial está enriquecendo um acionista, ela também pode ter um impacto positivo na vida das pessoas. Não é preciso abrir mão de margens ou metas para melhorar suas vidas”, afirmou. 

 
  

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